Impeachment: Cada deputado terá apenas 10 segundos para manifestar o seu voto hoje


O início da votação está previsto para ocorrer entre 15h e 16h. Cada deputado terá apenas 10 segundos para manifestar o seu voto ao microfone. Segundo Cunha, o processo deve durar quatro horas e a votação terá terminado até as 21h. Antes deles, às 14h, começam a contar os 25 minutos que o relator Jovair Arantes tem para se pronunciar. Os líderes falam em seguida.

A ordem de chamada dos deputados ganha importância pela pressão intrínseca ao processo. Se mais gente votar contra ou a favor no início da votação, pode influenciar os votos seguintes. Cunha queria começar pelos deputados do sul, mais hostis à Dilma, e deixar os do Nordeste, mais favoráveis a ela, para o final. Mas cedeu aos pedidos para que seguisse um critério mais equilibrado, muito embora tenha deixado os nordestinos para o final.

Desta forma, os primeiros deputados a votar serão da região Norte e do Sul, começando pelos Estados de Roraima, e na sequência vêm os do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amapá, Pará, para então começar os deputados de outras regiões. Serão chamados por ordem alfabética segundo seus Estados.

Assim, o primeiro voto será de Abel Mesquita Júnior (DEM-RR), mais conhecido como Abel Galinha, favorável ao impeachment.

Na ordem, serão:

1) Roraima

2) Rio Grande do Sul

3) Santa Catarina

4) Amapá

5) Pará

6) Paraná

7) Mato Grosso do Sul

8) Amazonas

9) Rondônia

10) Goiás

11) Distrito Federal

12) Acre

13) Tocantins

14) Mato Grosso

15) São Paulo

16) Maranhão

17) Ceará

18) Rio de Janeiro

19) Espírito Santo

20) Piauí

21) Rio Grande do Norte

22) Minas Gerais

23) Paraíba

24) Pernambuco

25) Bahia

26) Sergipe

27) Alagoas

O acesso à Câmara neste domingo é restrito aos parlamentares. Mas a capital do país aguarda manifestantes contra e a favor do impeachment que devem ocupar o gramado da Esplanada dos Ministérios, dividido por uma cerca.

Para evitar conflitos num momento de forte polarização política. Ao contrário do impeachment de Fernando Collor em 1992, a presidenta Dilma tem apoio forte de setores da sociedade.

Após a votação, o processo segue para o Senado, que deve criar uma Comissão Especial encarregada de dar parecer à autorização da Câmara para que se instaure o processo nessa casa. O debate se estende durante o mês de maio, que pode marcar a votação para o dia 12.
Compartilhar no Google Plus

0 comentários:

Postar um comentário