Servidores de UBS suspendem atendimentos devido a extensa lista de problemas na unidade


Servidores da Unidade Básica de Saúde (UBS) Dr. Chico Costa, no bairro Santo Antônio, paralisaram as atividades na manhã desta segunda-feira, 04 de abril, em protesto contra a falta de condições de trabalho. A lista de problemas apontados pelos servidores é longa e inclui questões que estão sem solução há dois anos: a falta de um dentista e um enfermeiro para uma das quatro equipes de saúde que trabalham na unidade.

“Também estamos há quatro meses sem profissionais no Same (Serviço de Arquivo Médico e Estatística) porque eles era terceirizados e como a prefeitura não pagou às empresas, os atendentes foram retirados. Com isso, os agentes de saúde estão tendo que fazer o serviço de tirar o prontuário, deixando as áreas descobertas durante certo período”, afirma o técnico de enfermagem Flávio Faustino.

Outros problemas enfrentados são ainda a falta de medicamentos básicos, sobretudo os usados no tratamento contra diabetes e pressão alta, insuficiência de permissão para cópia de documentos, usadas na marcação de exames e consultas fora da unidade, dificultada ainda pelo não funcionamento do computador da UBS há 10 dias.

“Sem o computador, em vez de marcar os exames e consultas aqui na unidade, já informando ao paciente o dia e a hora, a diretora vai uma vez por semana marcar na secretaria, o que dificulta o processo e pode fazer com que, por exemplo, a paciente perca o prazo”, explica Flávio Faustino.

AMOSTRAS PARA EXAMES COLETADAS EM MARÇO AINDA NÃO FORAM ANALISADAS

O enfermeiro Joelbio Gonçalo chama a atenção para um fato preocupante: devido à suspensão da realização de exames pelo laboratório que realiza os procedimentos para a Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM), muitas amostras de exames de colo de útero, realizados durante campanha de saúde da mulher, em março, sequer foram analisadas e podem ser perdidas.

“Esse problema com a marcação de exames tem de ser resolvido logo. Coletar as amostras e não analisar é um desrespeito com os profissionais de saúde que participaram da campanha e, principalmente, com as mulheres, que estão sendo prejudicadas sem um diagnóstico rápido em caso de alguma doença”, declara o enfermeiro.

Os profissionais contam que o trabalho é afetado ainda pela estrutura deficiente da unidade, com cadeiras, portas e aparelhos de ar-condicionado quebrados, além da falta de segurança.

Questionada sobre as pautas de reivindicação dos servidores, a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde informou que o problema da falta de profissionais do Same originou-se no fechamento de algumas empresas terceirizadas que prestavam serviço à prefeitura e só deve ser solucionado quando novas empresas forem contratadas, o que ainda não há previsão.

Em relação aos medicamentos, a assessoria declara que, devido a questões burocráticas e orçamentárias do período de final e começo de ano, a PMM enfrentou problemas com o fornecimento de medicamentos e que alguns tipos de remédios já começaram a ser redistribuídos às UBSs desde o mês passado. Já em relação às cópias de documentos, a assessoria afirmada que envia as cópias conforme levantamento e que a máquina que a secretaria possui não tem capacidade de fazer cópias em larga escala.

A assessoria afirma ainda que uma equipe de manutenção deve ir à unidade na próxima semana para consertar o computador, as cadeiras, portas e aparelhos de ar condicionado. E o dentista e o enfermeiro que faltam para uma das equipes serão convocados entre os aprovados do último concurso da saúde.

Fonte: O Mossoroense
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