Fisioterapeutas do Hospital da Mulher ameaçam parar atividades por falta de pagamento


A equipe de fisioterapeutas que trabalha no Hospital da Mulher Parteira Maria Correia (HMPMC) em Mossoró, ameaça realizar paralisação das atividades fisioterápicas nesta sexta-feira, 06, caso o Governo do Estado do Rio Grande do Norte não efetue o pagamento de salários atrasados há quatro meses.

Segundo a Assessoria de Imprensa da Secretaria da Saúde Pública (Sesap), os salários dos fisioterapeutas ainda não foram pagos em função do Sistema Financeiro do Estado estar paralisado há alguns dias.

Ainda segundo a Assessoria de Imprensa da Sesap, foi realizado um acordo entre o Governo do Estado e a Cooperativa de Fisioterapia de Mossoró para os salários atrasados serem pagos até a próxima segunda-feira, 09.  

O Diretor Técnico do Hospital da Mulher, Alexandre Arruda, informou que os salários dos fisioterapeutas estão atrasados há três meses, e o prazo acordado com o Governo do Estado para o pagamento dos valores em atraso é até esta sexta-feira, 06.

Mães se preocupam com riscos gerados pela paralisação
Em função da paralisação cogitada pela equipe, formada por sete profissionais, mães que estão com filhos internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Mulher, se indignam com a situação encontrada na saúde pública.

“Eu acho isso uma coisa horrível, porque nós, mães, dependemos das fisioterapeutas do hospital para que os nossos filhos não venham a morrer”, conta a dona de casa Talita Avelino, mãe de Emanuel Davi, internado na UTI há quase dois meses.

“Meu bebê está na UTI há cinco dias, e o trabalho das fisioterapeutas é muito importante. Eu fico triste, me sentindo abandonada, porque se elas (as fisioterapeutas) entrarem em greve, como o meu bebê irá ficar? Eu realmente fico muito triste”, desabafa a agricultora Janiere Firmino.

Segundo o relato das mães com filhos internados no Hospital da Mulher, uma das fisioterapeutas, que prefere não falar com a imprensa, informou nesta quinta-feira, 05, que não irá esperar o fim do prazo acordado com o Governo, encerrando suas atividades no hospital ainda hoje.

O anuncio dado pela fisioterapeuta deixou as mães ainda mais preocupadas, “Eu fico muito preocupada, e triste. Não estou conseguindo nem dormir direito, somente pensando em como o meu filho irá ficar. Sem as fisioterapeutas, tudo ficará ruim”, conta a agricultora Kaline Maria.

As mães se revoltam com a situação da saúde pública e se preocupam com os filhos em função das profissionais de fisioterapia não mais realizarem, caso entrem em greve, um procedimento especial realizado nos bebês todos os dias, onde são retiradas secreções alojadas nos pulmões das crianças em função do alto consumo de oxigênio medicinal para o tratamento dos internados. 

Fonte: O Mossoroense 
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